17/06/2015 voltar

Eólicas no mercado livre já somam 2,26 GW

Só neste ano serão entregues 851 MW de projetos; Queiroz Galvão é o investidor com maior volume negociado, de 607 MW

12/06/2015 – Por Lívia Neves, do Brasil Energia Online

As eólicas negociadas exclusivamente no ambiente de contratação livre (ACL) já somam 2.256 MW de capacidade, de acordo com dados da Abeeólica. Só em 2015, é esperada a conexão de um volume de 851 MW destes projetos. Já foram conectados 145 MW neste ano, o que totaliza 605 MW de capacidade eólica atualmente em operação no mercado livre.

Até 2013, a capacidade instalada dessas usinas somava apenas 96 MW. No ano passado, houve um grande crescimento desse mercado: entraram em operação 362 MW, mais que triplicando a capacidade eólica no mercado livre. A maior parte desse volume foi adicionada a partir do complexo União dos Ventos, da Serveng, que tem capacidade de 170 MW. O complexo está equipado com aerogeradores da GE.

Maior investidor: Queiroz Galvão Energia

Apesar disto, o maior investidor eólico no mercado livre, em termos de capacidade, é a Queiroz Galvão Energia. A companhia vendeu 607 MW no ACL, dos quais 220 MW já estão em operação, no Ceará e no Rio Grande do Norte. A companhia deve ligar mais 386 MW até o final do ano, de projetos localizados em Caldeirão Grande, no Piauí. Todos esses projetos da companhia utilizam máquinas da Alstom.

Companhias com grande participação no mercado eólico brasileiro, como a Renova e a CPFL Renováveis, também têm volumes expressivos vendidos no mercado livre. A Renova já negociou 549 MW no ACL, todos ainda em construção. A companhia deve entregar 230 MW deste volume ainda neste ano. Os parques da empresa também utilizam turbinas da Alstom.

Já a CPFL Renováveis vendeu 255 MW eólicos no ACL, todos previstos para entra em operação em 2016, de parques localizados no Rio Grande do Norte, com aerogeradores da Gamesa. A Tractebel, por sua vez, tem 261 MW contratados no mercado livre, de usinas eólicas localizadas no Ceará. Destes, 115 MW já estão em operação, com máquinas da Siemens. O volume restante deve entrar em operação em 2016, ainda sem fornecedor divulgado.